quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

cito:

[...] Então, ou antes ou depois, não lembraria, era tanto tempo e tanta história e muita estrada, o outro garoto perguntou se duas pessoas juntas não poderiam rodar assim para sempre juntas e quando os outros olhassem com raiva porque rodavam assim, eles os veriam de um outro jeito, daquele lugar para onde teria ido a cabeça, um pouco de cima, de longe, de fora, porque não seriam como eles, veriam juntos, os outros não os compreenderiam nunca, porque estavam misturados com o céu e a terra, talvez não os perdoassem.


[Caio Fernando Abreu, Pela noite, In: ABREU, Caio F. Triângulo das Águas. São Paulo: Agir, 2008, p. 196]

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